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Crítica | The Flash – 8X17: Keep It Dark

Mais uma boa preparação para o fim?

por Davi Lima
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Keep it the Dark

  • Há SPOILERS deste episódio e da série. Leia aqui as críticas dos outros episódios. 

Well, I don’t know about Janeway, but — no it was really nice just be myself, feel like I didn’t have to hide.

Allegra

Essa frase de Allegra ao final do episódio Keep It Dark define bem o sentimento da conclusão da trama. Depois dela se expor com seus poderes para seus colegas jornalistas, toda a sua história dramática na história se torna necessária, ou ao menos mais compreensível de se assistir. Porque, na verdade, Allegra não é uma personagem tão querida, e o capítulo da semana gastou bastante tempo com ela como foco da narrativa. Mas no final nem tudo foi sobre ela, e mostra como The Flash tem pensado bem no futuro.

Keep It Dark se inicia com Barry descobrindo que existe outro velocista em Central City, a Dr. Meena Dewan (Kausar Mohammed). O roteiro é certeiro nesse sentido, porque é um gancho que até o espectador mais cansado em acompanhar Allegra vai esperar o episódio continuar para entender melhor esse arco de Barry. Felizmente, as duas roteiristas, Kristen e Emily, unem tematicamente esse mistério a algo mais otimista e que se conecta muito bem com os acontecimentos de Allegra. A personagem que nunca parece avançar em maturidade – e isso parece um problema crônico de vários personagens em The Flash – aparentemente dá um avanço com o que foi escrito pelas roteiristas, enquanto o Flash, especialmente depois de The Curious Case of Bartholomew Allen, retoma ao passado com Thawne.

A dinâmica desses dois arcos, um mais estático, de personagens presos num local, e outro mais dinâmico, baseado numa conversa de vai e vem de dois inimigos mortais, resumem bem a trama de Allegra e Barry. Ambos direcionam The Flash para o futuro, em que Allegra se liberta em relação aos seus poderes, alinhando essa necessidade ao seu oficio de jornalista, enquanto Barry descobre outro paralelo em sua narrativa heroica, propondo um novo velocista que pode ajudar Central City. Apesar de haver um equilíbrio quando se pensa na narrativa completa de Keep it the Dark, há problemas enraizados na série que tornam o arco de Allegra com as Aranãs difícil de aturar, mesmo com esforço da diretora e atriz Danielle Panabaker (nossa Caitlin) em agilizar uma história pesada.

O peso temático, a suspensão de descrença, emocionalismo, entre outras questões envolvem a história das Aranãs. Existe um tema racial, há conveniências fortes para o movimento da história de Allegra com as vilãs Sunshine e Dr. Light e uma exigência da heroína por confiança dos colegas de trabalho que não tem lógica com sua maturidade. Existem várias maneiras de criticar o que acompanhamos no episódio no prédio da CCC Media. No entanto, The Flash também tem assumido uma noção quadrinesca em seu desenrolar de diálogos e arcos, que só não funciona tanto porque já foi cimentada um visual realista, o que dificulta crermos nos atores e diálogos no contexto criado. Danielle até “erra” muito com seu diretor de fotografia em tentar fazer esse realismo ser mais frouxo com ângulos de câmera e movimentos estranhos para nos fazermos assistir algo menos chato. De qualquer forma, tudo é compensado.

Independente do seu processo de crença no crescimento de Allegra e nas reações dos personagens na CCC Media numa situação de desespero, quando Allegra utiliza seus poderes e cenas de ação acontecem, Keep it the Dark entrega algo que vale a pena. É como se houvesse uma trava que Danielle dirigia o roteiro de Kristen e Emily, mas que no final valesse a pena para ao menos acreditar que Allegra é realmente forte como heroína. Isso é o apontar para o futuro da série, mesmo que a personagem já esteja nela há um tempo. Entretanto, quando a vemos ao lado de Chester e com Barry no Star Labs vazio…pode-se perceber que The Flash precisa nivelar os dramas e a evolução de seus personagens.

Era algo que muitos espectadores sentem e já sabem, porém esse episódio da semana parece ter consciência real disso, assim como a série demonstrou ter noção do tempo da série em The Curious Case of Bartholomew Allen. O arco de Barry nada mais é que dar um passo para o passado para descobrir que um novo velocista é a oportunidade de Barry passar o bastão, ou ao menos ter um novo desafio como herói, maduro. Todos os arcos refletem maturidade, até mesmo Barry confrontando Thawne, algo que não pertence ao feitio quadrinesco/infantil que Barry de Grant Gustin muitas vezes assume. Por isso Keep It Dark parece tão apostar em futuros.

Ao final, é um episódio dinâmico e revelador de novas perspectivas, mesmo o processo de assistir não reflita tanto isso. Todos sabemos que a série está acabando, não apenas a oitava temporada. Então nada mais justo que plantar de maneira qualitativa alguns testes na série para avançar os personagens principais e prepará-los para a nona e última temporada. Allegra já era tempo, e Flash sempre tem oportunidades de melhorar. Sem Iris, sem Nora, sem Joe, sem Cecile…só Chester, Allegra e Barry…será que The Flash se sustenta? É isso que esse episódio me fez pensar.

The Flash – 8X17: Keep It Dark — EUA, 08 de junho de 2022
Direção: Danielle Panabaker
Roteiro: Kristen Kim, Emily Palizzi
Elenco: Grant Gustin, Candice Patton, Danielle Panabaker, Danielle Nicolet, Kayla Compton, Brandon McKnight, Jesse L. Martin, Tom Cavanagh, Emmie Nagata, Natalie Sharp, Rachel Drance, Shayan Bayat, Lindy Booth, Kausar Mohammed, Stephanie Izsak, Kaitlyn Santa Juana, Bobo Le, Daylin Willis
Duração: 43 min.

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